por Denise Rodrigues (18:28h)
O sol está se pondo neste domingo, 14 de junho, em Palmas, Tocantins e a lua, agora minguando, dentro em pouco estará no céu. A maioria dos atletas já foram para casa, outros estão a caminho e uma incômoda normalidade começa a tomar conta da cidade. Em Mumbuca ainda deve soar a lembrança daquele vendaval de aventureiros que invadiu o pequeno vilarejo com o qual todos - atletas, imprensa e organização -, ficaram encantados. A Cachoeira da Velha prossegue escandalosamente jorrando água fazendo muito barulho e magia. As dunas de areia, a trilha no cerrado, o pássaro mergulhão, o rafting do rio Novo, prazeres e descobertas pra ficar pra sempre em todos nós que deixaram pegadas pelo Jalapão e marcas no coração. Alguns ganharam bolhas, outros muitos amigos. Ontem, sábado a noite, aconteceu a festa de entrega dos troféus para os vencedores. E se por um lado eles foram entregues somente aos três primeiros lugares, a sensação era de que todo mundo ali se sentia um vencedor e um privilegiado por poder conviver, por uma semana, com um sem fim de pessoas que tem na aventura o seu jeito de ser feliz e viver de bem com a vida. A Brasil Wild Extreme 2009 tem mais de 15 mil fotos tiradas nesse período; 170 horas de filme bruto, 135 notícias sobre o evento, mais de 2680 recados no mural. Apesar da complexidade do rafting, as equipes tiraram de letra, mesmo os que nunca haviam descido uma corredeira com somente três botes virados. O PC7 virtual foi “conquistado” por apenas duas equipes. Mas a melhor imagem é mesmo aquela da chegada, a sensação de caminho percorrido e da missão cumprida - no percurso, no apoio, na organização, nas matéria dos jornalistas. Todo mundo se deu bem. A vida de todos vai voltar pra rotina aos poucos, com as lembranças sendo acomodadas em lugares especiais. E quando a gente menos esperar, uma nova data será marcada avisando a galera que é hora de mais uma Brasil Wild Extreme. E tudo vai recomeçar. Sob as bênçãos de Deus, e o olhar da lua, a Brasil Wild continua.
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